O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou inflação de 0,77% em abril, praticamente estável em relação a março, quando a variação foi de 0,79%. No entanto, nos últimos 12 meses, encerrados em abril, o IPCA registrou variação de 6,51% --superior ao centro da meta do governo, de 4,5%, e acima do teto, que prevê dois pontos de tolerância (6,5%).
Em abril de 2010, a taxa havia ficado em 0,57%. No acumulado do ano, o índice ficou em 3,23%. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O índice acumulado em 12 meses é o mais alto desde julho de 2005, quando havia sido de 6,57%. Já o indicador mensal registrou a maior variação para o mês de abril desde 2005 (0,87%).
O IPCA é o índice oficial de inflação do país e baliza o regime de metas do governo.
Em abril, o índice sofreu pressão especialmente de transportes, com alta de 1,57%, em razão do aumento do gasolina (6,21%) e do álcool (11,20%). Também subiram os preços do grupo saúde (0,98%).
Já os principais itens que mostraram queda e ajudaram a conter a inflação foram os alimentos, cuja a taxa desacelerou de 0,75%, em março, para 0,58%, em abril. Tiveram quedas itens como tomate (-18,69%), açúcar (-2,68%), arroz (-2,13%) e carne (-0,2%).
GOVERNO
Instantes depois da divulgação do IBGE, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o resultado do IPCA de abril mostra que a inflação no Brasil já está desacelerando.
Segundo Mantega, o indicador de abril já apresenta uma queda e está abaixo das expectativas do mercado. Ontem, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, destacou que a inflação deverá "rodar no centro da meta" a partir dos próximos meses, o que significaria uma inflação mensal de até 0,4%.
Para Mantega, o IPCA ainda está alto, porém já mostra uma tendência de queda da inflação. "O pior momento da inflação está passando, está sendo deixado para trás em abril e a partir de maio os preços vão começar a cair no Brasil, de modo que a inflação estará sob controle", afirmou o ministro.
"Não passou tecnicamente, porque 6,51% é considerado dentro da meta. De qualquer maneira, nós estamos falando dos últimos 12 meses. O que interessa para nós é a inflação de janeiro a dezembro, essa que interessa. E essa não vai passar do limite da meta. O que mais importa é olhar para frente e não olhara para trás", declarou.
Confirmando a análise do próprio IBGE, Mantega afirmou ainda que o grande vilão de abril foram os combustíveis, especialmente o etanol e a gasolina, que em abril tiveram aumento de 11,20% e 6,21% respectivamente.
"A boa noticia é que no mês de maio eles [combustíveis] já estão caindo, porque começou a safra. O preço do etanol ao produtor caiu bastante e logo mais chegará a bomba. Portanto, já teremos uma queda no preço da gasolina e do etanol".
PEDRO SOARES
DO RIO
ANA CAROLINA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA
DO RIO
ANA CAROLINA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA
Fonte: Folha.com

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